[FUG-BR] RES: Hd 4Tb

Leandro - Intersol listas em intersolinformatica.com.br
Terça Fevereiro 1 21:02:10 BRST 2011


Boa Noite Pessoal 

Muito Obrigado pelas informações aqui prestadas, demorei para responder pois
consegui arrebentar meu Windows mas agora já estou tudo certo novamente 

Criei o sistema de arquivos sobre o dispositivo somente ex: /dev/aacd1
e encontrou os 4T que foram criados pela controladora RAID FISICIA, mudei
também
Para raid via software e o desempenho ficou o mesmo, sem diferença nenhuma.

Entendi o sistema das partições e isso me esclareceu bastante coisas que
realmente
Eu não tinha conhecimento e vi que foi um belo post pela quantidade de
informações 
Uteis aqui discutidas.

Obrigado Pessoal


> -----Mensagem original-----
> De: freebsd-bounces em fug.com.br [mailto:freebsd-bounces em fug.com.br]
> Em nome de Joao Rocha Braga Filho
> Enviada em: domingo, 30 de janeiro de 2011 12:49
> Para: Lista Brasileira de Discussão sobre FreeBSD (FUG-BR)
> Assunto: Re: [FUG-BR] Hd 4Tb
> 
> 2011/1/30 Luiz Otavio O Souza <lists.br em gmail.com>:
> > On Jan 30, 2011, at 2:12 AM, Joao Rocha Braga Filho wrote:
> >> 2011/1/29 Cleyton Agapito <cragapito em gmail.com>:
> >>> Em 29 de janeiro de 2011 13:22, Joao Rocha Braga Filho
> >>> <goffredo em gmail.com> escreveu:
> >>>> Pensando no limite de 2 TB da MBR, acho que é por isto que não
> >>>> lançam HD maior que este tamanho.
> >>> ...
> >>>
> >>> Como a lista é sobre FreeBSD me permiti remover o restante :-)
> >>>
> >>> Estou tentando acompanhar a thread mas não estou entendendo essa
> >>> parte da MBR, essa não é aquale pedacinho de 512 bytes no começo de
> >>> cada partição ou de cada disco? Também não captei como o gpart
> >>> poderia ajudar, seria fazendo um raid com as partições? Tipo,
> >>> paliativo,
> >>
> >> MBR é de cada disco, e descreve quais partições (até 4) existentes no
> >> disco, e o setor de boot é no início de cada partição.
> >
> > Camadas, camadas e camadas....
> >
> > A BIOS vai procurar pelo MBR no primeiro setor do disco e depois vai
> executar o bootloader na partição ativa. Nesse ponto, o bootloader assume
e
> executa o SO.
> >
> > Mas eventualmente (para resolver o problema de só ser possível utilizar
4
> partições), o bootloader (que pode fazer parte do SO ou não) pode
> implementar algumas 'mágicas' por conta própria.
> >
> > Uma dessas mágicas são as partições extendidas que alguns SOs utilizam:
> windows, linux e mesmo no FreeBSD, que acabou levando o nome de BSD
> label (são os 16 'slices' que podemos criar dentro de cada uma das 4
partições
> definidas pelo MBR).
> >
> > Para a BIOS, esses formatos extendidos não existem ela vê apenas suas 4
> partições primárias e só mesmo o bootloader para saber identificar e
> trabalhar com a próxima 'camada'.
> >
> > Aqui tem uma descrição do MBR (como são compostos os 'campos' do MBR
> nos seus 512 bytes):
> >
> > http://en.wikipedia.org/wiki/Master_boot_record
> >
> > E nesse link há mais algumas informações sobre os limites desse sistema:
> >
> > http://en.wikipedia.org/wiki/Logical_block_addressing
> >
> >
> >> RAID com partições é só inventar bagunça, especialmente no caso que
> >> ele quer ter um disco inteiro de 4 GB. GPART é um esquema diferente
> >> para definir as partições, creio eu.
> >
> > gpart(8) é uma (nova) ferramenta do FreeBSD para gerenciar partições:
> >
> >
> http://www.freebsd.org/cgi/man.cgi?query=gpart&apropos=0&sektion=0&
> man
> > path=FreeBSD+8.1-RELEASE&format=html
> >
> > Através dessa ferramenta é possível gerenciar vários formatos diferentes
> de particionamento através de uma interface única (necessário agora que o
> FreeBSD esta suportando mais e mais arquiteturas, como o port do PPC que
> vem evoluindo rapidamente).
> >
> > Logo no inicio do manual há uma lista dos formatos suportados.
> >
> > IMHO, depois do susto da mudança, o gpart(8) é muito mais simples de se
> trabalhar que o antigo fdisk(8).
> >
> > Com o gpart(8) você pode criar um esquema GPT de partições (que vem
> substituindo a MBR em sistemas modernos).
> >
> > O que muda ?
> >
> > Utilizando GPT você terá:
> >
> >  - Suporte a 128 partições nativas (sem partições extendidas, xunxo,
> > gambiarra ou o que seja);
> >
> >  - Backup da tabela de partição (o GPT mantém duas cópias da tabela de
> > partição do disco, uma no primeiro setor e a outra no ultimo);
> >
> >  - Algumas outras pequenas melhorias, como 'label' nativo para as
> > partições;
> >
> >  - Suporte a endereçamento de 64bits, que aumenta substancialmente o
> tamanho máximo dos discos suportados.
> >
> >
> >>
> >> Um disco de FreeBSD pode não ter partições, se pedir para usar o
> >> disco inteiro, como eu faço, mas o Ruindows, e alguns outros sistemas
> >> operacionais podem tentar ver o que tem no disco e não entender nada.
> >> Neste modo, o que seria a partição FreeBSD ocupa o disco inteiro, e não
> existe MBR.
> >>
> >>> xunxo?
> >>>
> >>> Essa barreira é vencida trocando o sistema para 64 bits? Essa troca
> >>> eu já estou considerando já que vou ter que trocar minha máquina
> >>> urgente, antes de 2035 :-)
> >
> > Não existe relação nenhuma com o tipo do 'host' (maquinas de 32 ou
> 64bits), mesmo no amd64 o MBR é o mesmo - 512 bytes - (bem como suas
> limitações).
> >
> > E da mesma forma, o formato GPT funciona em qualquer
> maquina/arquitetura 32bits.
> >
> >
> >>
> >> Tem um bug nos Unix que aparecerá em 2033, que é quando a data passa
> >> dos 2^31 segundos desde 01/01/1970 00:00. Se usar sem sinal o
> >> problema é adiado para 2107, quando chega a 2^32.
> >>
> >> Sou à favor de mudar a data para 64 bits, com resolução de
> >> micro-segundos, e permitindo datas desde antes de Cristo. Assim
> >> teríamos como representar desde 29227102 anos antes de Cristo até o
> >> ano 29227102. Acho que só alguma geração muito futura teria algum
> problema.
> >>
> >>
> >> João Rocha.
> >
> > João, o time_t é feito para representar horários e datas 'humanas',
datas
> de eventos que nós 'humanos' utilizamos para identifica-los.
> >
> > Não acho que um 'timestamp' de uso uso generico deva ter
> > 'microsegundos' (qual a data de nascimento dos seus filhos ? você
> > lembra da hora ? do minuto ? do segundo ? e ainda do microsegundo ?
> > heuehuhea)
> >
> > Quando você precisa analisar eventos rápidos, há outras soluções, como
os
> timers de alta resolução (HPET):
> 
> A ideia é poder gravar os arquivos com datas com um microssegundo de
> resolução.
> Um uso para isto? Se você quebrar um vídeo em um bando de imagens
> separadas, pode-se usar uma resolução alta de tempo para ser mais um
> identificador da ordem das imagens. Outro: A minha câmera Panasonic FZ28
> chega a fazer 13 FPS, e na catalogação surge um problema, pois as imagens
> ficam na ordem errada, já que muitas foram tiradas no mesmo segundo.
> 
> 
> João Rocha.
> 
> 
> >
> > http://en.wikipedia.org/wiki/High_Precision_Event_Timer
> >
> > Assim você tem um pouco dos dois mundos, alta precisão e resolução (se
> preciso) e datas (timestamps) relativamente simples para todo o resto
> (resolução de 1 segundo).
> >
> > Att.,
> > Luiz
> > -------------------------
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> >
> 
> 
> 
> --
> "Sempre se apanha mais com as menores besteiras. Experiência própria."
> 
> http://jgoffredo.blogspot.com
> goffredo em gmail.com
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